Como criar uma aplicação para iPhone

O caminho para criar uma aplicação para iPhone, do primeiro passo ao lançamento, e o que precisa mesmo de ter, saiba ou não programar.

Strategy By Lawrence Dauchy 7 min read

Resposta rápida

Para criar uma aplicação para iPhone, comece por afinar a ideia: que problema resolve e para quem. Defina depois o essencial num MVP, uma primeira versão só com o mais importante. A aplicação é construída em Swift, a linguagem da Apple, por si ou por quem contratar, e publicada na App Store sob uma conta de programador. Não precisa de saber programar para ter uma aplicação, mas precisa de uma ideia clara e da pessoa ou equipa certa para a construir.

O que é preciso para criar uma aplicação para iPhone

O salto de uma ideia na cabeça para uma aplicação na App Store parece enorme, e isso trava muita gente. O truque é não o ver como um salto, mas como uma sequência de passos simples. Ninguém constrói uma aplicação de uma só vez: primeiro clarifica-se a ideia, depois define-se o essencial, desenha-se, desenvolve-se, testa-se e, por fim, publica-se. Cada passo é abordável por si só, e juntos levam com segurança até ao objetivo. Ver o processo assim retira o mistério e transforma algo que parece assustador numa lista clara de coisas a fazer, uma de cada vez.

Antes dos passos, vale a pena saber o que está por trás. Uma aplicação nativa para iPhone é construída em Swift, com as ferramentas oficiais da Apple, que correm num Mac, e é publicada sob uma conta de programador. Isto pode parecer técnico, mas quase nada disto tem de ser tratado por si: se contratar quem desenvolve, é essa pessoa que tem o Mac, as ferramentas e o conhecimento de Swift. O seu papel é outro, e igualmente decisivo, e é sobre ele que este texto se centra a seguir.

Precisa de saber programar?

A resposta curta é não. A maioria das pessoas que cria uma aplicação não programa; tem uma ideia e contrata quem a constrói, seja um freelancer ou uma agência. O seu trabalho não é escrever código, mas tornar a ideia clara, decidir o que é essencial e escolher bem quem desenvolve. A parte técnica, Swift, ferramentas, publicação, fica com quem tem experiência, tal como não precisa de ser mecânico para ter um carro feito à medida, basta saber o que quer e escolher bem quem o constrói. Aliás, dedicar-se ao que domina, a ideia e o negócio, e deixar a técnica com quem a domina, costuma dar melhor resultado do que tentar aprender tudo à pressa só para poupar.

Aprender a programar é, claro, uma opção, se quiser construir tudo sozinho e tiver tempo para isso. Mas para a maioria dos projetos é mais rápido e mais seguro confiar a construção a quem já o faz bem, e concentrar a sua energia na ideia e nas decisões. Seja qual for o caminho, há dois pontos que deve garantir desde o início: ficar dono do código e ter a aplicação publicada sob a sua própria conta. Assim a aplicação é mesmo sua, e não fica dependente de uma única pessoa. Este é talvez o conselho mais importante para quem não é técnico. A razão é simples: se o código e a conta ficarem com o programador, e não consigo, uma discussão ou o desaparecimento dessa pessoa pode deixá-lo bloqueado, sem forma de atualizar ou gerir a sua própria aplicação. Tê-los em seu nome desde o início transforma um cenário desses de catástrofe em mero contratempo, porque outra pessoa pode continuar aquilo que já é seu. Não custa nada exigi-lo à partida, e evita problemas sérios mais tarde.

Os passos, de um relance

A tabela seguinte resume o caminho da ideia à aplicação publicada.

PassoEm que consiste
Afinar a ideiaProblema, utilizadores e valor
Definir o essencialO MVP, só o necessário
Desenhar e desenvolverAspeto, fluxos e código
TestarVerificar em iPhones reais
PublicarLançar na App Store

A ordem não é ao acaso: cada passo assenta no anterior. Sem uma ideia afinada não se define um essencial sensato, e sem esse essencial claro ninguém consegue fazer um orçamento sério nem um bom desenho. Saltar passos costuma pagar-se mais tarde, por exemplo quando a meio do desenvolvimento se percebe que o objetivo nunca esteve bem definido. A boa notícia é que, respeitando esta ordem, cada passo por si é abordável, e sabe sempre qual é o seguinte. Ler a tabela como uma sequência, e não como uma lista solta, é a melhor forma de a usar.

Começar pequeno: o MVP

O passo que mais dinheiro poupa é começar pequeno. Em vez de construir de uma vez tudo o que imagina, define as poucas funções sem as quais a aplicação não cumpre o seu fim. Essa primeira versão mínima chama-se MVP. É mais barata, fica pronta mais depressa e coloca a aplicação nas mãos de utilizadores reais mais cedo, cujas reações mostram o que falta mesmo, em vez de o adivinhar. A arte está em separar com honestidade o que a aplicação precisa do que só seria bom ter; quase tudo o que pode esperar deve esperar.

Esta disciplina é difícil, porque cada função parece importante, mas é ela que distingue uma aplicação que é lançada de uma que fica presa no planeamento. Um MVP não é meia aplicação, mas uma aplicação inteira com foco claro: faz uma coisa bem em vez de muitas pela metade. Para quem cria a primeira aplicação para iPhone, começar pequeno não é uma limitação, mas o caminho mais seguro para chegar a algo que funciona e que depois se pode fazer crescer. O nosso guia sobre quanto tempo demora criar uma aplicação mostra como o tamanho da primeira versão influencia o prazo.

Publicar na App Store

O último passo é publicar a aplicação na App Store, e vale a pena saber o que envolve. A aplicação é registada sob uma conta de programador da Apple, que tem uma taxa anual, e passa por uma revisão em que a Apple verifica se cumpre as regras e funciona como promete, seguindo as diretrizes da App Store. Preparar bem este passo, com a aplicação já testada e os materiais da loja prontos, torna o lançamento tranquilo em vez de um sobressalto de última hora.

Um ponto que confunde muita gente: publicar em si custa pouco, essencialmente a taxa anual de programador, enquanto o grande custo está em construir a aplicação, que é anterior. E a conta deve ser sua, para que a aplicação fique sob o seu controlo e não sob o de outra pessoa. O nosso guia sobre como lançar uma aplicação na App Store detalha todo este passo. Depois de publicar, a aplicação continua viva e vai precisar de atualizações, por isso o lançamento é um começo, não um fim. A cada ano surge uma nova versão do iOS que pode exigir ajustes, aparecem correções a fazer, e há sempre melhorias que os utilizadores passam a esperar. Convém contar com esse cuidado contínuo desde o planeamento, reservando algum tempo e orçamento para ele, em vez de tratar a aplicação como algo terminado no dia do lançamento. É essa manutenção que mantém a aplicação a funcionar bem e na loja ao longo dos anos.

Como avançar consoante a sua situação

Esteja onde estiver, há sempre um passo seguinte claro. A tabela liga as situações comuns ao que fazer agora.

A sua situaçãoO que fazer
Só tem uma ideiaAfinar o problema e os utilizadores
Não sabe programarContratar quem desenvolve, com provas
Orçamento apertadoComeçar por um MVP
Aplicação quase prontaTestar bem antes de lançar
Pronto a publicarPreparar a conta e a App Store

A lógica é sempre a mesma: perceba onde está e dê o passo que agora faz sentido, em vez de pensar em tudo ao mesmo tempo. É assim que uma ideia grande se torna um projeto abordável. Criar uma aplicação para iPhone não é um golpe de génio nem uma tarefa impossível, mas uma cadeia de decisões claras, cada uma abordável por si. Ao escolher quem desenvolve, julgue por aplicações reais que possa descarregar e experimentar, feitas segundo as orientações de design da Apple, e não por promessas. A ausência de aplicações para mostrar é, pelo contrário, um sinal de alerta, seja um freelancer ou uma agência a apresentar-se. Se quiser confiar a sua ideia a uma equipa que reúne desenho e desenvolvimento e o deixa totalmente dono, marque uma conversa gratuita.

FAQ

Como se cria uma aplicação para iPhone?

Começa-se por afinar a ideia, definindo que problema a aplicação resolve e para quem. Depois define-se o essencial numa primeira versão, o MVP, desenha-se e desenvolve-se a aplicação em Swift, a linguagem da Apple, testa-se em iPhones reais e publica-se na App Store sob uma conta de programador. A maioria das pessoas não programa e contrata quem o faça. O importante é ter uma ideia clara, começar pequeno e garantir que fica dono do código e da conta.

Preciso de saber programar para criar uma aplicação?

Não. A maioria das pessoas com uma ideia não programa, e contrata um freelancer ou uma agência para construir a aplicação. O seu papel é tornar a ideia clara, definir o essencial e escolher quem desenvolve; a parte técnica fica com quem tem experiência. Aprender a programar é uma opção se quiser fazer tudo sozinho, mas para a maioria dos projetos é mais rápido e seguro confiar a construção a quem já o faz bem.

Em que linguagem se faz uma aplicação para iPhone?

As aplicações nativas para iPhone são feitas sobretudo em Swift, a linguagem da Apple, usando as ferramentas oficiais. É a via que dá o melhor desempenho e o melhor aproveitamento do iPhone, e a que a Apple recomenda. Existem alternativas que partilham código entre iPhone e Android, mas para uma aplicação de qualidade centrada no iPhone, Swift nativo é a escolha habitual. Quem desenvolve trata desta parte; ao contratar, confirme que tem experiência real em iOS.

Quanto custa criar uma aplicação para iPhone?

Não há um preço fixo, porque o custo segue o que a aplicação faz. Uma aplicação simples com uma função central custa muito menos do que uma completa com muitas funções, um servidor e integrações. A forma mais sensata de controlar o custo é começar por um MVP e crescer depois. Além disso, publicar exige uma conta de programador da Apple, com uma pequena taxa anual, mas o grande custo está em construir a aplicação, não em publicá-la.

Preciso de um Mac para criar uma aplicação para iPhone?

Para desenvolver aplicações iOS de forma nativa é necessário um Mac, porque as ferramentas oficiais da Apple só funcionam nesse sistema. Se for você a programar, precisa de um; se contratar um programador ou uma agência, é essa pessoa ou equipa que tem o Mac e as ferramentas, e você não precisa de nada especial além da sua ideia e do envolvimento no projeto. É mais um motivo pelo qual a maioria prefere contratar em vez de montar tudo de raiz.